segunda-feira, 23 de janeiro de 2006

Argentina aperta a política fiscal (23/01)

O discurso é diferente, mas a Argentina se aproxima aos poucos da receita brasileira na macroeconomia. O superávit primário em 2005 chegou a 3,7% do PIB. Em novembro e dezembro, a política fiscal foi bem menos expansionista. As estimativas preliminares mostram que as despesas correntes primárias cresceram apenas 1% em dezembro, na comparação com o mesmo mês de 2004. Antes da eleição parlamentar de outubro, vencida pelo presidente Néstor Kirchner, esses gastos vinham crescendo num ritmo de 13%, ano contra ano. As previsões mais realistas apontam para um superávit primário de 4,4% do PIB em 2006, um número provavelmente bem semelhante ao nosso. Para complicar, a inflação argentina já supera os dois dígitos. Mas há também diferenças em relação ao Brasil. Na semana passada, Kirchner disse que combaterá a alta de preços com um meio termo entre a heterodoxia do controle de preços e a ortodoxia do aumento dos juros. O peso está fixado, de fato, na relação com o dólar (1 USD = 3,05 ARP), mais uma indicação de que Kirchner vai apostar primeiro no arrocho fiscal, antes de recorrer à bóia dos juros altos.

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