segunda-feira, 26 de dezembro de 2005

Coluna Brasília-DF: Para Bornhausen descascar

Alon Feuerwerker
(Com Luciene Soares)

Correio Braziliense, 25 de dezembro de 2005 - O PFL baiano aumentou a pressão sobre o PSDB para obter, pelo menos, a neutralidade dos tucanos na sucessão do governador Paulo Souto, que tenta a reeleição. A aliança com o grupo do senador Antonio Carlos Magalhães é vital para o projeto nacional do PSDB, pois estabiliza o aliado e evita uma parte das tensões que minaram a candidatura de José Serra em 2002. O abacaxi baiano é apenas mais um para o presidente do partido, senador Jorge Bornhausen, descascar. Há conflito entre as duas siglas também em Pernambuco, no Ceará, no Rio de Janeiro, em Tocantins, em Goiás, em Sergipe e, principalmente, em São Paulo. O senador catarinense está diante de um desafio. Não deve disputar a reeleição para o Parlamento e seu mandato à frente do PFL acaba ano que vem. Costurar os acordos estaduais que garantam a musculatura política do partido a partir de 2007 é o passaporte de Bornhausen para continuar no comando da legenda.

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Os pefelistas não estão dando muita importância à disputa interna do PSDB. Acham que se resolverá sem rupturas. Mas gostariam que a decisão não demorasse. Defendem que a oposição aproveite o momento favorável para ganhar velocidade na sucessão de Lula.

“Estágio perigoso”

O líder tucano no Senado, Arthur Virgílio (AM), concorda com o PFL. Alerta para os riscos que seu partido corre ao ficar paralisado na disputa entre Serra e Alckmin. Acredita que neste momento o PSDB tem mais condições de conseguir adesões do que o PT. "Chegamos a um estágio perigoso. Não podemos ficar estacionados em disputas internas. Além do PFL, é a hora de avançarmos nas negociações com outras siglas como o PMDB, o PPS, o PV e o PDT. Esses quatro, cada dia mais, dão sinais de que têm brechas para incorporar o nosso projeto político."

Forcinha

O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que insira a palavra "ininterruptamente" em sua resolução interna que dispõe sobre horários de funcionamento e atendimento nos postos de serviço. Com isso, as unidades do INSS deverão ficar abertas ao público 10 horas por dia, sem intervalos. É o TCU dando uma forcinha ao ministro da Previdência, Nelson Machado, para cumprir a promessa de Lula de acabar com as filas.

Visibilidade

As estrelas das próximas inserções gratuitas do PDT no rádio e TV, a partir de 5 de janeiro, serão os senadores Cristovam Buarque (DF) e Jefferson Peres (AM). O presidente do partido, Carlos Lupi, diz que vai repartir os 30 segundos de cada comercial igualmente entre os dois virtuais candidatos da legenda à Presidência. A idéia é medir o potencial de crescimento de ambos junto aos eleitores.

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A COLUNA APROVEITOU O PERÍODO ANTES DAS FESTAS PARA
PERGUNTAR AOS POLÍTICOS O QUE ELES DARIAM DE PRESENTE
AO PRESIDENTE LULA NESTE NATAL:

"Um programa de governo"
Senador Paulo Octávio (PFL-DF)

"Uma biografia de
Floriano Peixoto"
Aldo Rebelo (PCdoB-SP), presidente
da Câmara dos Deputados

"Um cartão vermelho"
Deputado Alberto Goldman (SP), líder
do PSDB na Câmara

"Uma imagem de Oxalá"
Jaques Wagner, ministro das
Relações Institucionais

"Uma caneta para ele assinar
projetos competentes e
importantes para o país."
Senador Heráclito Fortes (PFL-PI)

"A reeleição"
Márcio Thomaz Bastos,
ministro da Justiça

"Um chá de humildade,um livro
sobre autocrítica e um vídeo da vida
dele até a chegada à Presidência"
Deputado Chico Alencar (PSol-RJ)

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