terça-feira, 27 de dezembro de 2005

Coluna Brasília-DF: Alckmin 46% x Suplicy 25% (27/12)


Alon Feuerwerker
(Com Luciene Soares)

Correio Braziliense, 27 de dezembro de 2005 - Quando o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) ficar sabendo dos números, vai cruzar os dedos na torcida para que o governador Geraldo Alckmin consiga a legenda tucana, dispute a presidência contra Lula e abandone de vez a alternativa de tentar o Senado. Pesquisa que acaba de ser fechada sobre intenção de voto para senador no estado de São Paulo mostra que, se as eleições fossem hoje, Alckmin bateria Suplicy por 46% a 25%. Para presidente, o mesmo levantamento indica desempenhos semelhantes de Alckmin e José Serra entre os paulistas contra Lula, num eventual segundo turno. O governador e o prefeito batem o petista numa proporção de 2 para 1, com pequena vantagem de Alckmin em relação a Serra. Os marqueteiros de Lula e do PT vão precisar quebrar a cabeça e suar a camisa. Desde a volta das eleições diretas, nunca um candidato ganhou o Palácio do Planalto sem vencer na terra dos bandeirantes.

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O ex-marido de Marta Suplicy não é o único "monstro sagrado" do Senado em situação de risco. O ministro do Desenvovimento Agrário, Miguel Rosseto, já avisou ao PT que aceita enfrentar Pedro Simon (PMDB-RS). Previsão de altas temperaturas no sul do país em 2006.

Retrovisor

O governador Germano Rigotto (RS) começa a engatar a marcha a ré. O pré-candidato a presidente namora a hipótese de concorrer a um novo mandato no Piratini. Alguns caciques do PMDB estão reticentes sobre a candidatura própria ao Planalto. Principalmente se não cair a verticalização. E, dentro do partido, Anthony Garotinho segue de vento em popa para as prévias ou para a convenção.

FHC e Jobim

Correndo por fora no PMDB, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Nelson Jobim, conversou sobre sua candidatura com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. FHC manifestou dúvidas sobre a viabilidade eleitoral do amigo, mas deixou as portas abertas para o futuro. Os movimentos de Jobim explicam, em parte, a retração de Rigotto.


Data marcada

Logo que o Orçamento de 2006 estiver votado, o ministro das Relações Institucionais, Jaques Wagner, vai ao presidente Lula dizer que é candidato ao governo da Bahia. Vai enfrentar o governador Paulo Souto (PFL) e, talvez, o prefeito de Salvador, João Henrique (PDT).

Na cola

A oposição está de olho no programa Café com o presidente. Tem tudo pronto para entrar na Justiça caso o presidente Lula seja candidato à reeleição e desrespeite a legislação. "Ele (Lula) terá até o dia 1º de julho do próximo ano para usar esse espaço, mas, se antes disso notarmos que o PT está usando o rádio para fazer propaganda em ano eleitoral, vamos entrar com ações no Tribunal Superior Eleitoral e no Ministério Público", avisa o líder da minoria no Senado, José Jorge (PFL-PE).

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No cafezinho

Fim de festa / O tucano paranaense Gustavo Fruet (foto), estrela da oposição na CPI dos Correios, admite que são pequenas as chances de surgir alguma novidade espetacular na área sob responsabilidade dele, a de Movimentação Financeira. A esperança está num possível desentendimento entre as empresas responsáveis pelo Correio Aéreo Noturno, Beta e Skymaster.

Mais Alagoas / O estado que já tem os presidentes das duas casas do Congresso, pois Aldo Rebelo (PCdoB) se elege por São Paulo, mas faz questão de lembrar sempre sua origem alagoana, ganha temporariamente mais uma vaga de titular na Mesa da Câmara. O deputado Eduardo Gomes (PSDB-TO) pediu licença para tratamento médico. Em seu lugar, assume o suplente e cantor de músicas religiosas Givaldo Carimbão (PSB-AL).

Portinari / A obra de Candido Portinari vai orientar a nova sinalização interna da Câmara dos Deputados. A novidade será inaugurada com uma exposição do pintor, ainda no primeiro semestre de 2006. A Fundação que cuida da obra e da memória de Portinari cedeu os direitos. O pintor foi candidato a deputado e senador nos anos 40 pelo Partido Comunista Brasileiro (ou do Brasil, conforme o ponto de vista), no curto período de legalidade do PCB.

Eqüidade / No próximo dia 18, no Itamaraty, ocorre o lançamento do Observatório da Eqüidade. A instituição vai defender que a redução da desigualdade social seja um critério importante para as decisões de investimento, público e privado. A iniciativa é de membros do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Será financiada com a ajuda da Fundação Danielle Mitterand.


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