terça-feira, 6 de setembro de 2005

Oposição quer parar a Câmara

Alon Feuerwerker e Helayne Boaventura

Correio Braziliense, 6 de setembro de 2005 - Quando Severino Cavalcanti retornar de sua viagem aos Estados Unidos encontrará uma oposição disposta a ir às últimas conseqüências para tirá-lo da presidência da Câmara dos Deputados. Na próxima semana, o pedido de cassação de Severino deve ser formalizado no Conselho de Ética. Os partidos oposicionistas já decidiram encaminhá-lo, mas avaliam que não seria razoável fazê-lo com Severino fora do país.

O PFL promete também uma obstrução tenaz até que o presidente da Câmara se afaste do cargo. Ontem mesmo, o líder da Minoria, José Carlos Aleluia (PFL-BA), discursou em plenário e deu a entender que a Câmara vai parar se Severino insistir em permanecer. Ameaçam se retirar do plenário toda vez que Severino ocupar a Mesa Diretora. A oposição não acredita que a base governista esteja em condições de oferecer resistência eficaz a esse movimento. "Não há quem segure o processo político", afirma Aleluia.

Já líderes governistas lamentaram ontem nos bastidores as acusações contra o presidente da Câmara. Alguns imaginavam que a aprovação do relatório conjunto das CPIs dos Correios e do Mensalão seria o sinal de que a crise caminhava para um desfecho com foco no Congresso Nacional. Agora, o jogo estaria novamente indefinido. Para eles, a crise em torno de Severino abre uma "oportunidade de poder" para a oposição, com a possível ascensão de do vice José Thomaz Nonô (PFL-AL) ao posto de Severino. O que só fará aumentar a temperatura, acreditam.

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