sábado, 13 de agosto de 2005

Sarney na disputa

Alon Feuerwerker

Correio Braziliense, 12 de agosto de 2005 - Um jantar de senadores do PMDB na noite de terça-feira, na casa do líder Ney Suassuna (PB), foi o marco zero das articulações para tentar fazer do senador pelo Amapá e ex-presidente José Sarney o candidato do partido à presidência da República.
Por cerca de três horas, a maioria da bancada discutiu o quadro político e a gravidade da crise. Avaliaram que o lançamento de um candidato próprio pelo PMDB é irreversível. Pensam não mais haver condições para reverter essa decisão, adotada pela convenção nacional . E consideraram que o melhor caminho seria buscar um nome competitivo que mobilizasse o partido, mas que não levasse a legenda para a oposição.
Para surpresa geral, Sarney não reagiu negativamente ao assunto, ao contrário. Fez questão de dizer que os números de seu governo são melhores que os do governo Lula. E mostrou animação com a possibilidade de ter seu nome colocado na disputa.

Segundo turno
Os senadores ressaltaram várias vezes que consideram Sarney o nome mais forte. Disseram ainda que sua candidatura pelo PMDB poderia impedir que o partido se aliasse automaticamente aos tucanos num eventual segundo turno das eleições presidenciais.
Os governistas consideram que tiveram uma vitória na quarta-feira, quando evitaram que a ala oposicionista destituísse o líder em exercício na Câmara dos Deputados, Wilson Santiago (PB). A oposição queria colocar no cargo o deputado gaúcho Mendes Ribeiro. Dizem ter sido um sinal de que o ex-governador Anthony Garotinho não conseguirá maioria para sua candidatura presidencial pelo PMDB.
Num certo momento, alguém lembrou a idade de Sarney, 74 anos. Foi imediatamente contraditado por mais de um senador. A hora exige experiência, disseram.

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